É notícia no JN:
Depois de uma chuva de críticas por causa das passadeiras elevadas, construídas nos últimos meses em vários pontos de Tomar, a Câmara admite alguns erros e garante, para breve, a sua correcção.
No entanto, sublinha a "coragem" da intervenção, numa tentativa de "limitar os excessos" de velocidade dentro do limite urbano e até afirma que uma comissão nomeada pelo Governo, encarregue de propor medidas que visam a diminuição dos acidentes de viação - e que recentemente esteve de visita à cidade - "elogiou o trabalho efectuado pela Câmara".
Segundo o presidente da autarquia, "há quatro ou cinco passadeiras, junto às escolas e à piscina, que estão demasiado elevadas". Trata-se, adianta António Paiva, "de ruas com inclinação, o que poderá ter condicionado a construção das estruturas". Por outro lado, o autarca admite que algumas passadeiras não cumprem a lei, no que toca à anulação dos obstáculos para os cidadãos com deficiência. "A entrada deve ser de material diferente para os invisuais poderem detectar a passagem", explica, referindo que "em alguns casos, sobretudo do centro histórico, esse pormenor não foi tido em conta".
De acordo com o vice-presidente da autarquia, Corvelo de Sousa, "as passadeiras foram consideradas como um exemplo a seguir por outras cidades". O objectivo é, disse, "reduzir o limite de velocidade para os 30 quilómetros por hora".